segunda-feira, 29 de agosto de 2011

9 motivos para educar seu filho como pagão!



Para você que não está convencido de que educar seu filho ou filha para ser pagão é o mais correto a ser feito, veja nove motivos que eu encontrei.

*Os pagãos honram e respeitam a natureza.
Sendo assim, provavelmente o seu filho será uma criança com uma consciência ecológica mais forte do que as demais e poderá ensinar coisas a outras crianças.

*Os pagãos acreditam na lei tríplice.
Portanto, seu filho aprenderá a pensar muitas vezes antes de fazer mal a alguém e saberá que se alguém lhe fizer ou lhe desejar o mal, receberá o seu retorno.

*Os pagãos respeitam os anciãos.
Sabemos que valorizamos os idosos pela sua vida e sabedoria, assim, as crianças aprendem a respeitar os mais velhos assim como o aspecto de anciã da Deusa.

*Os pagãos prezam pela saúde física, mental e espiritual.
Como vocês devem saber, para lidar com magia, devemos estar o mais saudável possível para que o nosso corpo esteja em perfeito equilíbrio. Assim, crianças pagãs aprendem com seus pais a importância de exercícios físicos, alimentação saudável, bons pensamentos e conexão com a Mãe

*Os pagãos gostam de aprender.
Em geral, os pagãos têm sede de conhecimento e gostam de saber sobre assuntos diversos. Assim, seus filhos saberão falar e sempre estarão informados sobre os mais variados temas, pois o convívio com pais cultos é o maior aprendizado. Meu filho tem 11 anos e lê no mínimo 7 livros por ano. Não existe bruxo sem gostar de ler.

*Os pagãos respeitam toda a forma de vida.
Por entender que toda a forma de vida é parte do corpo da Mãe, os filhos de pais pagãos aprenderão a respeitar as pessoas, animais, vegetais e até mesmo os minerais que também são organismos vivos.




*Os pagãos acreditam na magia.
Ao acreditarem em magia automaticamente crêem em outros conceitos como o poder das palavras, o poder da energia, etc. Filhos de pais pagãos sabem que devem tomar cuidado com as palavras e principalmente com os desejos.
*Os pagãos respeitam a diversidade.
Sendo assim, as crianças pagãs serão desprovidas de preconceitos por saberem que a beleza da vida está na diversidade e que ser comum não nos faz especia

*Os pagãos são sintonizados com os ciclos.
Estando sintonizadas, as crianças pagãs aprenderão que a vida é feita de ciclos e será mais facilmente entendido o conceito de Vida-Morte-Vida e principalmente saberão respeitar a si mesmas e a fazer tudo ao seu próprio tempo.

De  Camila  Pinheiro Carone!


mulhres celtas video


Esse video é lindo !!!!!

sábado, 27 de agosto de 2011

Como reconher uma bruxa !!!

É difícil reconhecer uma bruxa somente pelo físico.
Algumas pessoas fazem questão de mostrar que são "bruxas": aquelas que se vestem constantemente de preto utilizam uma corrente com o pentagrama ou algum pingente de cristal, outras têm cabelos compridos repartidos ao meio e unhas compridas, às vezes pintadas de preto.
Mas nem sempre elas são os que dizem ser, muitas vezes até porque não sabem como devem ser.
Ser bruxa não é utilizar feitiços quando as nossas possibilidades para resolver um problema estão esgotadas.
Não é também conhecendo o nome das ervas e decorando as jogadas de tarô que nos tornamos bruxas.
Ser bruxa não é manipular o mundo através dos poderes sobre-humanos.
A autêntica bruxa mora no interior da pessoa.
É aquela mulher que aparenta ser o que é de verdade, satisfeita com o que é e não se preocupando com a opinião alheia em demasiado.
A bruxa sempre traz em qualquer ambiente, um clima de força e alto astral.

Elas estão por todas as partes, destacando-se pela sua sensibilidade, beleza indescritível e energia contagiante.
Para a maioria das bruxas, o senso de humor é indispensável.
É sempre importante estar de bem com a vida, semeando força e alegria.
No instante em que nos tornamos bruxas, nos tornamos muito mais sensível, pois começamos a prestar atenção nas coisas que até então passaram despercebidas.
Quando uma bruxa entra numa floresta, por exemplo, sente toda a intensidade das vibrações das árvores e plantas, se emociona com o delicado desabrochar das flores, se deleita com o barulho das águas se encanta com o canto e o movimento de qualquer pássaro ou animal.
A bruxa assume sempre o seu papel como mensageira e guardiã da Grande Mãe.

Ela não se gaba como uma criatura que possui poderes sobrenaturais, capaz de conseguir tudo num estalar de dedos.
A bruxa possui a consciência de que é alguém como qualquer outro, assumindo a sua condição com simplicidade e naturalidade.
Ser bruxa é saber que não estamos limitados apenas a simples indivíduos de uma sociedade: somos habitantes de um Universo imenso e infinito, não de uma cidade apenas.
Devemos saber também que o tempo não está apenas limitado a um simples calendário, onde o passado, o presente e o futuro se encontram em ordens distintas.
Na verdade, o tempo é dividido em várias dimensões diferentes e seu andamento não é paralelo e, sim, circular.
É exato, porém, estranho de admitir que todo futuro vira presente, que todo presente vira passado, todo passado é feito de presente e que um dia já foi futuro.
E como explicamos as previsões do dos clarividentes, as pequenas premonições que temos no dia-a-dia e as
revelações de grandes profetas que realmente acertaram suas profecias?
Essa noção de espaço e tempo adquirimos sempre parcialmente, pois o segredo do Universo não está ao alcance de ser entendido pela mente humana.
Sabemos apenas que sua força é grandiosa, complexa, infinita e perfeita.



 Realização dos Ritos no interior de um Círculo Mágico, pois os Círculo é um espaço sagrado.


· Convicção na reencarnação.


· Observação da mudança das Estações do ano, com 8 Sabás Solares e entre 12 e 13 Esbás Lunares(21 ritos anuais).


· Crença nos aspectos femininos e masculinos do Divino.


· Repúdio ao proselitismo, pois pessoas só se tornam Bruxas por escolhas própria.


· Igualdade à mulheres e homens, pois ambos são complementares, apesar de sempre a mulher ser enforcada.


· Importância aos "3 Rs" : REDUZIR, REUTILIZAR , RECICLAR.


· O sentido de servidão ,



A Verdade Sobre Nós Bruxas & Bruxos Nós não somos maus. Nós não prejudicamos ou seduzimos pessoas. Nós não somos perigosos. Nós somos pessoas normais como você. Nós temos famílias, empregos, esperanças e sonhos. Nós não somos um culto. Esta religião não é uma piada. Nós não somos o que você acha que somos quando vê TV. Nós somos reais. Nós Rimos e Choramos. Nós somos sério, mas também temos senso de humor. Você não precisa ter medo de nós. Nós não queremos converter você. E por favor não tente nos converter. Apenas nos dê o mesmo direito que nós damos a você : Viver em Paz. Nós somos muito mais similares a você do que você imagina Margot Adler


namastê !!!!!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A DEUSA:



:A DeusaOuça as palavras da grande mãe, que, em tempos idos, era chamada de Ártemis, Dione, Melusina, Afrodite, Ceridwen, Diana, Arionrhod, Brígida e por muitos outros nomes:


“ Quando necessitar de alguma coisa, uma vez no mês, e é melhor que seja quando a lua estiver cheira, deverá reunir-se em algum local secreto e adorar o meu espírito que é a rainha de todos os sábios. Você estará livre da escravidão e, como um sinal de sua liberdade, apresentar-se-á nu em seus ritos. Cante, festeje, dance, faça música e amor, todos em minha presença, pois meu é o êxtase do espírito e minha também é a alegria sobre a terra. Pois minha lei é a do amor para todos os seres. Meu é o segredo que abre a porta da juventude e minha é a taça do vinho da vida, que é o caldeirão de Ceridwen, que é o gral sagrado da imortalidade. Eu concedo a sabedoria do espírito eterno e, além da morte, dou a paz e a liberdade e o reencontro com aqueles que se foram antes. Nem tampouco exijo algum tipo de sacrifício, pois saiba, eu sou a mãe de todas as coisas e meu amor é derramado sobre a terra.”


Atente para as palavras da deusa estelar, o pó de cujos pés abrigam-se o sol, a lua, as estrelas, os anjos, e cujo corpo envolve o universo:


“ Eu que sou a beleza da terra verde e da lua branca entre as estrelas e os mistérios da água, invoco seu espírito para que desperte e venha até a mim. Pois eu sou o espírito da natureza que dá vida ao universo. De mim todas as coisas vêm e para mim todas devem retornar. Que a adoração a mim esteja no coração que rejubila, pois, saiba, todos os atos de amor e prazer são meus rituais. Que haja beleza e força, poder e compaixão, honra e humildade, júbilo e reverência, dentro de você. E você que busca conhecer-me, saiba que a sua procura e ânsia serão em vão, a menos que você conheça o mistério: pois se aquilo que busca, não se encontrar dentro de você, nunca o achará fora de si. Saiba, pois, eu estou com você desde o início dos tempos, e eu sou aquela que é alcançada ao fim do desejo.”



O simbolismo da Deusa tem assumido um poder eletrizante para as mulheres modernas. A redescoberta de uma antiga civilização femeocentrada trouxe profundo sentido de orgulho na capacidade de a mulher criar e sustentar uma cultura. Ela expôs as falsidades da história patriarcal e propiciou modelos de força e autoridade femininas. Novamente, no mundo atual, reconhecemos a Deusa, antiga e primitiva: a primeira das deidades; padroeira da Idade da Pedra e suas caçadas e dos primeiros semeadores; sob cuja orientação os rebanhos foram domesticados, as ervas curativas logo descobertas; a partir de cuja imagem as primeiras obras de arte foram criadas; para quem as pedras foram levantadas; que era a inspiração para canções e poesia. Ela é a ponte, pela qual podemos cruzar os abismos dentro de nós mesmos, que foram criados pelo condicionamento social, e nos colocar em contato, novamente, com os nossos potenciais perdidos. Ela é o navio, no qual navegamos nas águas do self profundo, explorando os mares desconhecidos dentro de nós. Ela é a porta, através da qual passamos para o futuro. Ela é o caldeirão, no qual, os que fomos puxados de um lado para outro, podemos cozinhar em fogo brando, até que sejamos novamente um todo. Ela é a passagem vaginal, através da qual renascemos.


Uma análise comparativa geral, histórica e/ou cultural, da deusa e de seus símbolos exigiria, por si só, vários volumes e eu não farei tal tentativa no espaço limitado deste livro, tendo em vista, especialmente, que muito material de boa qualidade já é disponível.2 Pelo contrário, limitar-me-ei a debater a deusa como é vista na Feitiçaria e concentrar-me em sua função e significado para as mulheres e homens da atualidade.


As pessoas, com freqüência, perguntam-me se eu acredito na Deusa. Eu respondo: “Você acredita em pedras?” É extremamente difícil, para a maioria dos ocidentais, captar o conceito de uma deidade manifesta. A frase “acreditar em” implica que não podemos conhecer a Deusa, que ela é, de alguma maneira, inalcançável, incompreensível. Mas, nós não acreditamos em pedras, podemos vê-las, tocá-las, cavá-las de nosso jardim ou impedir que crianças atirem-nas umas nas outras. Nós as conhecemos; ligamo-nos a elas! Na Arte, não acreditamos na Deusa: ligamo-nos a Ela, através da lua, das estrelas, do mar, da terra, das árvores, animais e outros seres humanos, através de nós mesmos. Ela está aqui. Ela está dentro de todos nós. Ela é o círculo pleno: terra, ar, fogo, água e essência; corpo, mente, espírito, emoções, transformações.


A Deusa é a primeira em toda a terra, o mistério, a mãe que alimenta e dá toda a vida. Ela é o poder da fertilidade e geração; o útero e também a sepultura que recebe, o poder da morte. Tudo vem dela, tudo retorna para ela. Sendo terra, também é a vida vegetal; as árvores, as ervas e os grãos que sustentam a vida. Ela é o corpo e o corpo é sagrado. Útero, seios, barriga, boca, vagina, pênis, osso e sangue; nenhuma parte do corpo é impura, nenhum aspecto dos processos vitais é maculado por qualquer conceito de pecado. Nascimento, morte e decadência, são partes igualmente sagradas do ciclo. Se estamos comendo, dormindo, fazendo amor ou eliminando excessos do corpo, estamos manifestando a deusa.


A Deusa da Terra é também o ar e o céu, a celestial Rainha do Céu, A Deusa Estelar, regente de todas as coisas sensíveis mas invisíveis: do conhecimento, da mente e da intuição. Ela é a musa, que desperta todas as criações do espírito humano. Ela é a amante cósmica, a estrela da manhã e do entardecer, Vênus que surge nos momentos de amor. Bela e irradiante, ela jamais pode ser dominada ou penetrada; a mente é conduzida cada vez mais adiante na ânsia de conhecer o desconhecido, de falar o inexprimível. Ela é a inspiração que vem no momento da introspecção.


A Deusa Celestial é vista como a lua, que está associada aos ciclos mensais de sangramento e fertilidade das mulheres. A mulher é a lua terrena; a lua é o ovo celestial, vagando no útero do céu, cujo sangue menstrual é a chuva que fertiliza e o orvalho que refresca; aquela que governa
as marés dos oceanos, o primeiro ventre da vida na terra. Portanto, a lua é também a Senhora das Águas: das ondas do mar, correntes, nascentes, dos rios que são as artérias da Mãe Terra; dos lagos, poços profundos e lagoas escondidas, dos sentimentos e emoções, que nos tomam como ondas do mar.


A Deusa da Lua possui três aspectos: crescente é a donzela; cheia, é a Mãe; minguante, é a anciã. Parte do treinamento de cada iniciado implica períodos de meditação sobre a Deusa em seus vários aspectos. Não disponho de espaço para incluir todos eles, mas exemplificarei aqui com as meditações dos três aspectos da lua:


A tríade da lua transforma-se na estrela quíntupla do nascimento, iniciação, amor, paz e morte. A Deusa manifesta-se no ciclo total da vida. As mulheres são valorizadas e respeitadas na idade avançada, assim como na juventude.
Nascimento e infância, obviamente, são comuns a todas as culturas. Mas, até muito recentemente, nossa sociedade não conceituou o estágio da iniciação, da exploração pessoal e autodescoberta, como sendo necessário para as mulheres. Esperava-se que as meninas passassem diretamente da infância para o casamento e maternidade, do controle de seus pais para o controle de seus maridos. Uma iniciação exige coragem e autoconfiança, características que as meninas não eram estimuladas a desenvolver. Atualmente, o estágio de iniciação pode implicar em estabelecimento de uma carreira, na exploração de relacionamentos ou no desenvolvimento de nossa própria criatividade. Mulheres que pularam esse estágio em suas juventudes, com freqüência acham necessário retornar a ele mais adiante. Os estágios posteriores da vida só podem ser plenamente vividos após a completitude da iniciação e da formação de um self individualizado.


O estágio do amor também é chamado de consumação e é o estágio da criatividade plena. Relacionamentos se aprofundam e ocorrem como um ato de entrega. Uma mulher pode escolher ser mãe ou cuidar de uma carreira, um projeto ou uma causa. Um artista ou escritor atinge seu estilo maduro.
Criações, independentemente de serem crianças, poemas ou organizações, assumem vida própria. À medida que se tornam autônomas e as exigências diminuem, o estágio de tranqüilidade é alcançado. Com a idade vem uma nova iniciação, reflexiva, menos ativa fisicamente porém mais profunda devido aos insights da experiência. A idade avançada, em Feitiçaria, é visto muito positivamente, como o tempo em que a atividade evolui para a sabedoria. Esta conduz à iniciação final, que é a morte.


Esses cinco estágios estão incorporados a nossas vidas, mas também podem ser percebidos em cada novo empreendimento ou projeto criativo. Cada livro, cada pintura, cada novo trabalho nasce como idéia. Ela é submetida a um período iniciatório de exploração que, às vezes, é assustador, pois somos obrigados a aprender coisas novas. À medida que nos sentimos confortáveis diante de uma nova habilidade ou conceito, o projeto pode ser consumado. Ele existe independentemente; enquanto o deixamos em suspenso, outras pessoas podem ler o livro, apreciar o quadro, saborear a comida ou aplicar o conhecimento que ensinamos. Finalmente, ele termina; ele morre e nós passamos para algo novo.
O pentagrama, todas as folhas de cinco lóbulos e flores de cinco pétalas são sagrados para a Deusa como uma estrela quíntupla. A maçã é especialmente seu emblema, pois quando é partida no sentido de uma cruz, suas sementes formam um pentagrama.


A natureza da Deusa jamais é uma coisa só. Onde quer que ela apareça, corporifica ambos os pólos da dualidade – vida na morte, morte na vida. Ela possui mil nomes, mil aspectos. Ela é a vaca leiteira, a aranha que tece, a abelha com penetrante picada. Ela é o pássaro do espírito e a porca que come o próprio filhote. A cobra que troca sua pele e se renova; o gato que enxerga no escuro; o cão que uiva para a lua. Ela é todos. Ela é a luz e a escuridão, a padroeira do amor e da morte, que manifesta todas as possibilidades. Ela tanto traz conforto quanto dor.


É mais fácil responder ao conceito da Deusa enquanto musa ou mãe, inspiração, alimento e poder curativo. É mais difícil compreender a Deusa como destruidora. A dualidade judeu-cristã condicionou-nos a pensar sobre a destruição como sinônimo do mal. (Apesar de que, a Deusa sabe, o Jeová do Antigo Testamento estava longe de ser suave e arauto da luz.) A maioria de nós vive afastada da natureza, isolada das experiências que constantemente lembram às pessoas mais “primitivas” que todo ato de criação é um ato de agressão. Para plantar um jardim, você deve retirar as ervas daninhas, eliminar as lesmas, podar as plantas à medida que se esticam em direção à luz. Para escrever um livro, você deve destruir rascunho após rascunho de seu próprio trabalho, dividindo parágrafos e retirando palavras das frases. A criação postula transformação; qualquer mudança destrói aquilo que veio antes.
A criadora-destruidora manifesta-se no fogo, que destrói tudo aquilo que o alimenta a fim de produzir calor e luz. Fogo é a lareira aconchegante, o fogo criativo da forja, a alegre fogueira da celebração. Mas a deusa é também o fogo furioso da ira.


O poder da ira é difícil de ser encarado. Identificamos a ira com violência e as mulheres foram condicionadas a sentir que sua raiva é errada e inaceitável. No entanto, a raiva é uma manifestação de força vital. É uma emoção de sobrevivência, um sinal de alerta de que algo em nosso ambiente é ameaçador. O perigo desencadeia uma resposta física, psíquica e emocional, que mobiliza nossa energia para mudar a situação. Sendo humanos, respondemos a ataques verbais e emocionais como se fossem ameaças, que suscitam a raiva. Mas, quando não somos capazes de admitir a nossa própria raiva, ao invés de reconhecermos a ameaça do ambiente, vemo-nos como errados. Em lugar de fluir para fora, a fim de mudar o ambiente, nossa energia fica presa em esforços internos, como a repressão e o controle.


A Deusa liberta a energia de nossa ira. Ela é vista como sagrada e seu poder é purificado. Como o fogo numa floresta na imensidão imperturbável, ela varre para longe a vegetação rasteira para que os brotos de nossa criatividade possam receber a luz do sol que os alimenta. Controlamos nossas ações; não tentamos controlar nossos sentimentos. A raiva torna-se uma força de ligação que incita confrontações e comunicações honestas com os outros.


Referi-me à Deusa como símbolo psicológico
e, também, como realidade manifesta. Ela é ambos. Ela existe e nós a criamos. Os símbolos e atributos associados à Deusa falam com o self mais jovem e, através dele, com o self profundo. Eles nos ocupam emocionalmente. Sabemos que a Deusa não é a lua, mas ainda nos maravilhamos com a sua luz brilhando através dos ramos das árvores. Sabemos que a Deusa não é uma mulher, mas respondemos com amor como se ela o fosse e, portanto, associamo-nos emocionalmente a todas as qualidades abstratas por trás do símbolo.


Várias formas e símbolos representam a Deusa. Olhos que esquematicamente são também seios, simbolizam seus poderes nutrientes e o dom da visão interior. O crescente representa a lua: uma meia-lua que cresce e míngua, costas contra costas, torna-se a acha-d’armas, a arma das culturas da Deusa. Triângulos, ovais e losangos, as formas dos órgãos genitais femininos, são também seus símbolos. Como parte do treinamento de um iniciado, ele é ensinado a visualizar símbolos, a meditar e brincar sobre e com eles, em sua imaginação, até que revelem seus significados diretamente. Qualquer símbolo ou aspecto da deusa pode ser a base para a meditação, mas como tenho espaço para somente um exemplo, escolhi a espiral dupla:
Os Encargos da Deusa, apresentado na abertura deste capítulo, reflete a interpretação da Arte da Deusa. Começa com uma longa lista de nomes da Deusa, retirados de várias culturas, os quais não são entendidos como seres isolados, mas como diferentes aspectos do mesmo ser, que é todos os seres. Os nomes usados podem mudar de acordo com as estações ou preferências do orador: por exemplo, a Deusa pode se chamar “Kore” na primavera, em virtude do aspecto de donzela da Deusa grega. Uma bruxa de origem judaica poderá chamar a antiga Deusa hebraica de Ashimah ou Asherah; uma bruxa afro-americana poderá preferir Iemanjá, a deusa da África Ocidental, do mar e do amor.3 Na maioria das tradições da Arte, o nome interno da Deusa é reconhecido por incorporar maior poder e, portanto, é mantido em segredo, revelado somente para iniciados. Os nomes externos freqüentemente utilizados são Diana, para a deusa da lua e Aradia, sua filha, que, segundo as lendas, foi enviada à terra para libertar as pessoas através dos ensinamentos das artes da magia.
“Necessidade de alguma coisa” refere-se tanto às necessidades espirituais quanto materiais. Em bruxaria não há essa separação. A Deusa manifesta-se na comida que comemos, nas pessoas que amamos, no trabalho que realizamos, nas casas onde moramos. Não é considerado ignóbil pedir por bens ou confortos necessitados. “Trabalhe para si e verá que o self está em toda parte”, é um ditado da tradição da fadas. É através do mundo material que nos abrimos para a Deusa. Mas, a Feitiçaria também reconhece que quando as necessidades materiais são atendidas, necessidades e anseios mais profundos podem permanecer. Estes somente podem ser satisfeitos através da associação com as forças interiores, que alimentam e dão a vida, a que chamamos de Deusa.
O coven encontra-se na lua cheia, em homenagem à Deusa que está no auge de sua glória. As marés de poder sutil são consideradas como sendo as mais fortes quando a lua está cheia. A Deusa é identificada à frutificante energia lunar que ilumina a escuridão secreta; o poder feminino, pulsante e mareante, que aumente e diminui em harmonia com o fluxo menstrual da mulher. O sol é identificado aos self masculino e polar, o deus, cujos festivais são celebrados em oito pontos de poder no ciclo solar.
A Deusa é a libertadora e já foi dito que o “seu ofício é a liberdade total”,5 Ela é a libertadora, pois manifesta-se em nossos anseios e emoções mais profundos que, sempre e inevitavelmente , ameaçam sistemas elaborados para contê-los. Ela é amor e ira, os quais recusam adaptação confortável à ordem social. Ser “livre da escravidão” significava, anteriormente, que dentro do círculo ritual todos eram iguais, independentemente de serem camponeses, servos ou nobres no mundo exterior. Escravidão, hoje, pode ser mental e emocional, como também física: a escravidão das percepções fixas, das idéias condicionadas, de crenças cegas, do medo. A Feitiçaria requer liberdade intelectual e coragem para confrontarmos nossas próprias suposições. Ela não é um sistema de crenças; é uma atitude de constante auto-renovação de alegria e encanto para com o universo.
O corpo nu representa a verdade, a verdade que é mais profunda que os costumes sociais. As bruxas realizam seus cultos nuas por várias razões: como uma maneira de estabelecer intimidade e de deixar cair as máscaras sociais, pois o poder é mais facilmente evocado deste modo e porque o corpo humano, em si, é sagrado. A nudez é um sinal de que a lealdade de uma bruxa é para com a verdade, antecedendo qualquer ideologia ou quaisquer ilusões reconfortantes.


Rituais são alegres e prazerosos. Bruxos cantam, festejam, dançam, riem, brincam e divertem-se no decorrer dos rituais. A Feitiçaria é séria, mas não é, no entanto, pomposa e solene. Como no judaísmo hassidim ou na bhakti yoga, alegria e êxtase são percebidos como caminhos para o divino. O “êxtase do espírito” não é separado da “alegria na terra”. Um leva ao outro; um não pode ser verdadeiramente concebido sem o outro. Alegrias terrenas, não vinculadas ao profundo e sensível poder da Deusa, tornam-se mecânicas, sem sentido, meras sensações que, em pouco tempo, perdem seu encanto. Mas êxtases espirituais que tentam fugir dos sentidos e do corpo tornam-se igualmente áridos e sem fundamentos, sugando a vitalidade em lugar de alimentá-la.
A lei da Deusa é o amor: o apaixonado amor sexual, a carinhosa afeição entre amigos, o feroz e protetor amor da mãe pelo filho, o profundo companheirismo do coven. Não há nada amorfo ou superficial em relação ao amor da religião da Deusa; ele é sempre específico, direcionado a indivíduos reais e não a um vago conceito de humanidade. O amor inclui os animais, plantas, a terra, “todos os seres”, não somente os humanos. Ele inclui a nós mesmos, assim como todas as nossas falíveis qualidades humanas.
Ceridwen é uma das formas da Deusa celta e seu caldeirão é o caldeirão-útero do renascimento e da inspiração. Na mitologia celta primitiva, o caldeirão da Deusa revivia guerreiros mortos. Ele foi roubado e levado para o inferno e os heróis que guerrearam, a fim de que fosse recuperado e retornasse, foram os cavaleiros originais do rei Artur e sua Távola Redonda, que buscavam sua encarnação posterior, o Santo Gral. O outro mundo celta é denominado de Terra da Juventude e o segredo que abre a sua porta é encontrado no caldeirão: o segredo da imortalidade reside no fato de perceber a morte como parte integral da ciclo da vida. Nada, jamais, se perde no universo: o renascimento pode ser compreendido na própria vida, onde todo fim conduz a um novo início. A maioria das bruxas acreditam, de fato, em alguma forma de reencarnação. Isto não de deve à doutrina, mas ao entranhado sentimento que cresce a partir de uma visão de mundo que percebe todos os eventos como sendo processos contínuos. A morte é entendida como uma das pontas da roda em constante movimento e não o derradeiro final. Continuamente nos renovamos e renascemos toda vez que bebemos plena e destemidamente da “taça do vinho da vida.”


O amor da Deusa é incondicional. Ela não exige sacrifícios – humano ou animal – nem tampouco é sua vontade que sacrifique-mos nossos desejos e necessidades normais e humanos. A Feitiçaria é inerente à vida, que sofre mudanças constantes que geram perdas constantes. Oferendas: um poema, uma pintura, uma pitada de algum grão, podem expressar nossa gratidão por suas dádivas, mas somente quando estas são realizadas espontaneamente e não como uma espécie de obrigação
Na passagem da Deusa Estelar, percebemos as imagens do entorno celestial, a lua, as águas, a terra verde, de onde tudo vem e para onde tudo retornará. Ela é o “espírito da natureza”, que vivifica todas as coisas.


Qualquer ato baseado no amor e no prazer é um ritual da Deusa. Seu culto pode tomar qualquer forma e ocorrer em qualquer lugar; não exige liturgia, catedrais ou confissões. Sua essência é a identificação, no cerne do prazer, de sua fonte mais profunda. O prazer, deste modo, não é superficial e transforma-se em uma expressão profunda da força vital; um poder de ligação que nos une aos outros, não a mera sensação de satisfazer nossas necessidades isoladas.


A Feitiçaria reconhece que qualquer virtude torna-se um vício a menos que seja contrabalançada por seu oposto. A beleza, quando não sustentada pela força, é insípida, sem vida. O poder é intolerável quando não mediado pela compaixão. A honra, enquanto não equilibrada pela humildade, transforma-se em arrogância; e a alegria, quando não colorida pela reverência, torna-se mera superficialidade.
Finalmente, compreendemos o mistério: a não ser que busquemos a Deusa dentro de nós, jamais a encontraremos no lado de fora. Ela é interior e exterior; sólida como uma rocha, mutável como a imagem interna que dela fazemos. Ela é manifesta em cada um de nós. Portanto, por que procurar em outros lugares?


A Deusa é o “fim do desejo”, sua meta e sua realização. Em bruxaria, o desejo é visto como uma manifestação da Deusa. Não tentamos dominar ou fugir de nossos desejos: buscamos realizá-los. O desejo é a ligadura do universo; une o elétron ao núcleo, o planeta ao sol e, desta maneira, cria a forma, cria o mundo. Realizar o desejo significa unir-se ao que é desejado, tornar-se uno, unido à Deusa. Já estamos unidos à Deusa, ela está conosco desde o início. Portanto, a satisfação não é auto-indulgência, mas autopercepção.


Para as mulheres, a Deusa é o símbolo daquilo que é mais íntimo nas pessoas e o poder benéfico, nutritivo e libertador que existe dentro de cada uma. O cosmos é modelado conforme o corpo feminino, que é sagrado. Todas as fases da vida são sagradas: a idade é uma benção, não uma praga. A Deusa não limita as mulheres ao seu corpo; ela desperta a mente, o espírito e as emoções. Através dela, podemos conhecer o poder de nossa raiva e agressividade, assim como o poder do nosso amor
Para um homem, a Deusa, além de ser a força da vida universal, é o seu próprio e recluso self feminino. Ela incorpora todas as qualidade que a sociedade lhe ensina a não reconhecer em si mesmo. Sua primeira experiência com a Deusa pode, consequentemente, ser um tanto estereotipada; ela será a amante cósmica, o ser que alimenta, o outro eternamente desejado, a musa, tudo aquilo que ele não é. À medida que ele se torna um todo e se conscientiza de suas própria qualidades “femininas”, ela parece mudar, mostrando-lhe uma nova face, sempre segurando o espelho que reflete para ele aquilo que ainda é inalcançável. Ele pode persegui-la para sempre e ela o iludirá, mas através desta tentativa ele crescerá, até que também aprenda a encontrá-la dentro de si.


Invocar a Deusa é despertar a Deusa que existe dentro de nós, é tornarmo-nos, durante um período, aquele aspecto da Deusa que invocamos. Uma invocação canaliza poder através da visualização de uma imagem da divindade. Em alguns covens, uma sacerdotisa é escolhida para representar a Deus manifesta para o restante. Em nossas assembléias, ela é invocada para estar presente em cada membro do círculo.Uma invocação pode ser um determinado trecho de poesia ou música, cantada ou falada por um indivíduo ou pelo grupo. Em nossos covens, normalmente cantamos em grupo, algumas vezes sem palavras e espontaneamente, outras usando uma frase específica que é repetida várias vezes. Um cântico interpretado por múltiplas vozes em algumas ocasiões envolve uma sacerdotisa, que repete uma linha simples em surdina. “Tudo que é destemido é livre”, por exemplo, enquanto outra canta um ciclo repetitivo – “ Verde folha do broto/Folha do broto brilhante”, e assim por diante (veja a seguir) – e uma terceira declama um longo trecho poético, enquanto que todo o coven suavemente entoa os sons das vogais. É impossível reproduzir o efeito em uma folha de papel, mas as palavras são fornecidas, a seguir. Quando você fizer uso das invocações dadas aqui, por favor brinque com elas, experimente-as com melodias e encantamentos simples, rearrume-as, combine-as, misture-as, transforme-as e inspire-se nelas para criar as suas próprias:
Abençoados sejam  sempre !!!!
muita luz  e paz no coração que a Deusa de  compreensão a todos nos .
namastê !!!!!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

DEUSES:

Deus  Cernunnus!!
Deuses, seres com os quais buscamos o “religar”... 


Na WICCA , o envolvimento com os DEUSES ocorre de uma forma muito distinta e harmônica. Para nós os DEUSES nao sao intocáveis, distantes, ou castradores, pelo contrário, eles sao como nós, interagem conosco em todos os campos de nossa vida, conhecem o nosso lado sombras e o nosso lado luz e nos auxiliam a manter o equilíbrio de ambos, sem julgamentos ou condenaçoes, o que acontece é que cada ato tem um peso, e esse peso pode ser bom ou nao para o convívio com os Deuses.
Nós nao tememos os Deuses, nós apenas os respeitamos, nós possuímos cada divindade dentro e fora de nós, por isso, o respeito que temos pelos DEUSES deve ser o mesmo que temos por nossos irmaos. Uma característica marcante dos Wiccanos é sua forma de interagir com os Deuses, nós nao ajoelhamos para falar com eles, nós nao abaixamos a cabeça, ou temos qualquer atitude de submissao, pois nao há necessidade, eles sao nossos pais, criadores, irmaos, amigos, eles sao cada um de nós e o AMOR que temos por eles nos dá total consciencia que o respeito está exatamente em amá-los e cultua-los como parte de nós. Mas uma coisa deve ficar clara, os DEUSES nao sao sempre amáveis e “bonzinhos”, eles fazem o que tem de ser feito, e se os desrespeitarmos iremos sofrer conseqüencias por tais atos, um bom exemplo é invoca-los em um RITUAL por pura brincadeira e sem uma devida necessidade. Outra coisa a ser dita é: “Cuidado com o que voce pede aos Deuses, pois eles podem atender...”. Logo, estudem e conheçam os DEUSES internamente antes de busca-los externamente.



O DEUS

O Deus e sua representação: como caçador-coletor representado por um ser humano com chifres de Alce.

Um dos princípios da BRUXARIA é a harmonia tanto consigo quanto com o universo. Trabalham com energias masculinas e femininas mesmo sendo uma religião Matrifocal, a Deusa e seu Consorte vivem em total equilíbrio e igualdade, muitas das estatuetas e pinturas rupestres da antiguidade mostravam a Deusa rodeada por Animais completamente masculinos, como leões e veados, outras estatuetas tinham espécies de corpos mórficos, uma mistura do masculino e do feminino em um só ser.

Na maioria dos Mitos o Deus nasce da Deusa depois se torna seu consorte (marido), trazendo à tona a fertilidade, vive em harmonia com ela depois morre seguindo o ciclo da Vida, morte e renascimento. Não somente como o Sol o Deus esta representado em muitas faces na Natureza, principalmente na sua face indomável, que exemplifica a fase do homem como caçador-coletor representado por um ser com aspecto humano, porém com chifres, chifres esses de Alce, mostrando ainda um animal selvagem.

Conforme o Homem foi "domesticando" a TERRA e os animais, esse Deus passou a ser apresentado por corpo Humano, mas com chifres de bode, um animal dócil e domesticável. Mesmo tendo chifres de Bode ainda mantinha em seu ser a força do Deus selvagem dos chifres de Alce, como atesta a natureza do Deus Pã.
Como a Deusa, o Deus também tem muitas faces e muitos nomes, Cernunos (kernunos) descreve bem a face deste Deus selvagem em que acreditavam os Celtas, Dionísio também tem chifres e representa a virilidade, em algumas ocasiões seus chifres são de bode outras de touro, essa imagem de touro como as representações em que Dionísio aparece com serpentes têm ligações com os ritos lunares da Antiga Europa. Sabemos que em algumas tradições Dionísio era consorte de Ártemis, confirmando a sua natureza silvestre. Ao chegar à Itália o culto a Dionísio foi adaptado à vida da nova terra. Quando esse Deus foi atribuído aos vinhedos teve o nome modificado para Baco muitas vezes o Deus Conífero na Itália também recebia um coroa de folhas de Uva, e atrás surgiam seus chifres.

Outra face do Deus é a do Senhor da Colheita - Green Man, aqui encontramos mais uma vez a figura de Dionísio, sendo o único Deus não indo-europeu da Antiga Europa, aqui ele aparece como o Senhor da colheita, tendo uma imagem mais madura, como as sementes depois que o sol brilhante e fervoroso as fez germinar, instiga o verdejar da TERRA após o frio inverno.

As estrelas são pequenos sóis distantes, também associadas ao Deus, como os desertos escaldantes, e as altas montanhas.

Os Símbolos normalmente utilizados para representar ou cultuar o Deus incluem a espada, chifres, a lança, a VELA , a flecha, bastão mágico, o tridente, o punhal, faca ou ATHAME , as cores são o dourado, marrom, azul, verde e amarelo. Os principais Sabats ligados ao Deus é o Yule, que marca o nascimento da Criança da Promessa, em Ostara o Deus se torna um jovem que esta alcançando sua maturidade. A Deusa e o Deus são iguais e unidos.
abençõados seja sempre!!!

o que é ser pagãos: para os iniciantes

O Paganismo não é uma religião única, mas um termo que engloba todas as religiões que se baseiam no culto à Terra, à Natureza, às divindades naturais. O termo pagão foi generalizado a todos aqueles que não fossem batizados, mas o fato é que o significado do termo é bem mais profundo. Pagão vem do latim pagus ou paganus, que significa, basicamente, “morador do campo” ou “aquele que vive no campo”. Isso porque os povos do campo celebravam as colheitas, tinham sua religiosidade própria; não eram cristãos. Esse foi o termo utilizado pelos cristãos para denominar as pessoas que praticavam os ritos ligados à Natureza. Assim, quando alguém se diz pagão ou neo-pagão, está dizendo que sua religiosidade está ligada ao conceito que tem de sacralidade da Terra, e não que é contra o Cristianismo ou é satanista. Aliás, Satanismo nada tem a ver com Bruxaria, a não ser por definições pejorativas e cristãs.
Neopaganismo

Neopaganismo
A palavra neo também é latina, então o significado mais correto para o termo neopaganismo seria “paganismo novo”. Já vimos que o Paganismo é o nome dado às práticas dos povos pagãos que viviam no campo. Oras, a não ser que você viva em um sítio ou fazendo isolados do mundo e celebre todas as colheitas, plante etc, você não é exatamente pagão, mas um neopagão. Você está recriando o Paganismo, porém, mora em grandes (ou pequenas) cidades e não está exatamente na mesma situação que seus antepassados, certo? Por isso chamamos o movimento atual de Neopaganismo. Não é o Paganismo dos antigos, mas uma reconstrução do antigo.






bruxaria:


Bruxaria
A Bruxaria é chamada de Arte, Ofício e até de religião, dependendo de alguns praticantes. O fato é que a Bruxaria é um conjunto de crenças pagãs com raízes lá atrás, nos primórdios da humanidade. Muitas bruxas chamam a Bruxaria de “A Velha Religião” justamente por isso (o termo tornou-se especificamente popular na Bruxaria italiana, chamada Stregoneria ou Stregheria), mesmo nunca tendo existido uma velha e unificada religião das bruxas. Novamente, o que temos hoje em dia é uma reconstrução do antigo.

Bruxas(os)
Uma Bruxa é uma pessoa que pratica ritos baseada no culto à Natureza. Hoje em dia, temos uma variedade de crenças e vertentes envolvendo o Paganismo e temos bruxas tanto politeístas quanto duoteístas (que celebram a Deusa e o Deus de forma genérica). Apesar de a Bruxaria antigamente ser vivida e criada em clãs ou entre familiares, aos poucos foram-se desenvolvidos grupos chamados covens e hoje em dia, com a mania de Bruxaria que tomou o mundo, há uma infinidade de praticantes solitários que buscam desenvolver seu conhecimento por si só, sem a ajuda de covens ou sacerdotes/isas. Alguns consideram a Bruxaria como uma religião, outros como um conjunto de crenças, outros como uma simples Arte ou Ofício que se utiliza da magia natural.

wicca:


Wicca
Atribui-se este nome às práticas da Bruxaria Moderna, pois quem apareceu com o termo pela 1ª vez foi Gerald Gardner, na década de 1950. No entanto, o que Gardner chama de Wicca não é uma reconstrução da Antiga Religião – não existia “uma Antiga Religião”. Mesmo assim, como os seus livros marcaram o início da época moderna da Bruxaria, Wicca ficou sendo o nome dado à Bruxaria como uma religião estruturada, com seus dogmas, corpo ritual e divindades próprias; a religião da Bruxaria hoje. Para quem é iniciante, tudo isso pode parecer uma verdadeira confusão, mas com o tempo você entenderá direitinho.

Wicca Tradicional

A Bruxaria Moderna é chamada de Wicca. A Wicca Tradicional é baseada nos ensinamentos de Gerald Gardner, de que cada coven tem a sua linhagem (passada exclusivamente através de seus sacerdotes/isas de 3º grau), que remetem ao próprio Gardner. Tais ensinamentos são passados através de uma iniciação tradicional e de um profundo processo de transformação do indivíduo, guiado pelos mestres do coven, que lhes passarão os mistérios da tradição. A Wicca Gardneriana (ou Tradicional) é baseada em um sistema de graus de iniciação (do 1º ao 3º), onde o sacerdote (ou sacerdotisa) se desenvolve até estar apto(a) a passar a tradição a outra pessoa (somente após a iniciação no 3º grau). Bruxos tradicionais acreditam que a auto-iniciação seja uma ilusão inventada para a venda de livros de Bruxaria e afirmam que uma pessoa só pode ser wiccaniana caso seja iniciada por um coven tradicional.





Outras formas de Wicca
A Wicca começou a se modificar depois de passar pelos Estados Unidos e pelos anos 70, quando atravessou o movimento feminista (que pegou carona em uma religião que cultuava uma Deusa). Muitos bruxos tradicionais decidiram abrir suas tradições e misturar outros elementos para que a Wicca pudesse se tornar mais acessível, especialmente aos praticantes solitários. Assim, termos como “autoiniciação” começaram a surgir, sugerindo que qualquer um poderia se tornar wiccaniano bastando um ritual de inserção. Do outro lado, bruxos tradicionais defendem a sua religião com unhas e dentes, lutando para que não se perca em meio a tantas deturpações. E, finalmente, no meio dessa turma temos os moderados, que acreditam sim na linhagem tradicional e hereditária, mas que também buscam desenvolver-se sozinhos, já que não têm a possibilidade de serem iniciados por um coven ou mesmo preferem trabalhar sozinhos. Infelizmente, há poucos assim. Será que mudaremos isso?

Religiões Reconstrucionistas

Desde que a Bruxaria e o Paganismo tornaram-se populares, muitas pessoas afirmam erroneamente que o que praticam são exatamente os mesmos ritos e cultos de milhares ou centenas de anos atrás, o que não poderia estar mais longe da verdade. Assim, o que temos hoje são reconstruções do antigo – não vivemos o Paganismo exatamente como viviam nossos antepassados, mas como vivemos hoje. Cada religião ou vertente pagã hoje em dia tem sua própria estrutura, crenças e pequenos detalhes que fazem dela um caminho particular, e nenhuma delas pode ser vista como “a verdadeira Bruxaria” ou “o verdadeiro Paganismo”. De fato, temos muitas invenções e misturas hoje em dia com o nome Bruxaria estampado na capa, mas estamos descartando essas abominações e falando apenas dos caminhos sérios. Existem diversas vertentes e cabe a cada um descobrir com qual se identifica mais, dentro do Paganismo, caso seja isso mesmo o que seu coração anseia. Não podemos deixar de olhar para o passado, pois ele é imprescindível para tudo o
Não podemos deixar de olhar para o passado, pois ele é imprescindível para tudo o que estudamos, mas precisamos viver o presente, construir o futuro – deixar nosso legado para as gerações posteriores.

Reconstrucionismo é um termo geral para descrever essas religiões atuais que tentam reviver religiões ou práticas religiosas mais antigas. É uma continuação espiritual do que era o Paganismo antigamente.
namastê !!!!